Vigilância Ambiental

WebMaster 8 de novembro de 2011

 

ITENS IMPORTANTES SOBRE ESGOTO

1 – Chama-se de esgoto doméstico todos os despejos de cozinha, lavanderias, banheiros (lavatórios, bacias sanitárias, mictórios, banheiras e chuveiros) e ralos de pisos internos de um domicílio. O esgoto doméstico possui o aspecto e as características de água suja, de cor cinzenta. Na maior parte (99,9% aproximadamente) é composto de água contaminada. As impureza (sólidos) constituem o restante (0,1% aproximadamente).

 2 – A água de chuva e o esgoto devem ser separados. A água de chuva deve seguir para a galeria de águas pluviais, e o esgoto para a rede coletora de esgoto ou para sistema de tratamento individual.

 3 – Águas servidas do tanque, máquina de lavar ou pia não podem ir para a galeria de águas pluviais. Toda água que sofra alteração pelo uso humano, industrial e comercial é considerada esgoto e deve ser destinada para a rede coletora de esgotos.

 4 – Se o imóvel não possuir nível para ligar o esgoto na rede coletora que passa na frente, deve-se verificar junto à Sanepar se existe rede coletora de esgotos instalada nas proximidades na qual seja possível fazer a ligação passando através de imóveis vizinhos. Se não existir rede coletora ou os vizinhos não autorizarem a passagem para que se efetue a devida ligação, deve-se implantar sistema de recalque (bombeamento) de esgoto. Recomenda-se orientação de profissional habilitado.

 5 – Quando existe rede coletora de esgotos, é obrigatória a ligação e a desativação do sistema de tratamento independente (fossa, filtro e sumidouro).

 6 – Não existindo rede coletora de esgotos na região, fica proibido lançar esgoto em galeria de águas pluviais ou córregos sem tratamento prévio. O tratamento consiste em fossa séptica e filtro anaeróbio ou sumidouro (poço morto). Caso as condições de permeabilidade do solo não permitam a implantação do sumidouro, deve-se implantar um clorador após o filtro anaeróbio. É imprescindível realizar a limpeza periódica do sistema.

 7 – É obrigatório o uso de caixa de gordura na saída da pia da cozinha, pois os resíduos de gordura resultantes da lavagem de louça podem entupir a rede coletora de esgotos e para evitar isso, deverá ser implantada a caixa de gordura e ser realizada sua limpeza periódica.

SISTEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL

O Código de Saúde do Paraná estabelece que todas as edificações, de qualquer espécie, ficam obrigadas a fazer a ligação na rede coletora de esgoto, quando forem por ela servidas.
Conforme o mesmo Código, quando não houver rede coletora de esgoto, todas as edificações, de qualquer espécie, ficam obrigadas a fazer uso de tratamento individual de esgoto. O sistema individual de tratamento mais comum é o composto por fossa séptica, sumidouro e caixa de gordura (trio séptico).
Sempre que existirem dúvidas quanto à construção do sistema individual de tratamento de esgoto, consultar um profissional especializado (engenheiro civil, arquiteto, tecnólogo em saneamento, técnico em edificações, etc.) que dará as orientações mais adequadas para a solução a ser adotada.
Quanto a localização recomendada para a fossa séptica e o sumidouro, deve-se respeitar as distâncias mínimas indicadas pela NBR 7229/1993 da ABNT: 1,50 m dos limites do terreno, 1,50 m das edificações e 1,50 m entre a fossa séptica e o sumidouro. É proibida a construção destes no passeio público/calçada por constituir sério perigo de contaminação da rede pública de abastecimento de água.

FOSSA SÉPTICA

1 – O QUE É UMA FOSSA SÉPTICA: é um tanque construído em alvenaria ou concreto (pode ser também pré-moldado de concreto) com a finalidade de receber e tratar parcialmente o esgoto doméstico, permitindo que o líquido, um pouco mais clarificado, seja destinado ao sumidouro livre de quase todos os sólidos.

2 – PARA QUE SERVE A FOSSA SÉPTICA: a destinação adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública. Aproximadamente 50 tipos de infecções podem ser transmitidas de uma pessoa doente para uma pessoa sadia através das fezes humanas. Epidemias de febre tifóide, cólera, desinteria, hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses são algumas doenças que podem ser transmitidas pela destinação inadequada dos esgotos.

3 – COMO FUNCIONA UMA FOSSA SÉPTICA: todos os despejos (esgoto doméstico) são encaminhados à fossa séptica, sendo que os de cozinha devem passar antes por uma caixa de gordura, a fim de evitar a impermeabilização das paredes do sumidouro, dificultando a infiltração. No interior da fossa séptica os despejos deslocam-se horizontalmente com pequena velocidade, nela permanecendo por 12 a 24 horas. A pequena velocidade de escoamento permite que os sólidos mais pesados dirijam-se ao fundo, para formar o lodo, e que os menos pesados subam para flutuar na massa líquida, constituindo a escuma. O lodo acumulado no fundo da fossa sofre ação das bactérias anaeróbias (que atuam na ausência de oxigênio), transformando-se em substâncias sólidas parcialmente mineralizadas, que se liquefazem e formam gases. A escuma que fica suspensa na fossa constitui-se de material graxo e sólidos em mistura com gases. A fossa deve ter um dispositivo que impeça o escoamento dessa escuma para o sumidouro. O líquido, já parcialmente clarificado, escoa pela saída da fossa, dirigindo-se ao sumidouro.

4 – QUAIS AS DIMENSÕES DA FOSSA SÉPTICA: ver modelo de fossa séptica para 5 pessoas, com as dimensões recomendadas e calculadas de acordo com a NBR 7229/1993 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

5 – COMO CONSTRUIR UMA FOSSA SÉPTICA: deverá ser construída em concreto ou alvenaria de tijolo, atendendo às condições de segurança, durabilidade, estanqueidade e resistência às agressões químicas dos despejos. Poderá ainda ser adquirida pronta em concreto pré-moldado.

6 – LIMPEZA DA FOSSA SÉPTICA: o lodo digerido deverá ser removido anualmente, devendo ser feito por empresa especializada em limpeza.

SUMIDOURO

1 – O QUE É UM SUMIDOURO: é um poço escavado no terreno, com as paredes em alvenaria, que tem a finalidade de receber o líquido que vem da fossa séptica e permitir sua infiltração no solo.

2 – PARA QUE SERVE O SUMIDOURO: tem o objetivo de permitir, de forma adequada, a infiltração no terreno da parte líquida do esgoto já tratado parcialmente pela fossa séptica. É muito importante a construção do sumidouro. Somente com a fossa séptica a parte líquida do esgoto que continua ainda contaminada poderia não escoar, entupindo a fossa rapidamente. Outro risco seria o líquido contaminado ficar exposto próximo à residências, oferecendo riscos à saúde pública.

3 – COMO FUNCIONA UM SUMIDOURO: recebe o esgoto líquido no seu interior e através de suas paredes permite a infiltração no terreno, onde a maior parte das bactérias e vírus causadores das diversas doenças nos humanos é eliminada. A sua utilização deve ser feita em terrenos constituídos por argilas arenosas e/ou siltosas, silte argiloso ou areia argilosa (cor amarela, vermelha ou marrom).

4 – QUAIS AS DIMENSÕES DO SUMIDOURO: ver modelo em que se encontram as dimensões recomendas, de acordo com a NBR 13969/1997 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

5 – COMO CONSTRUIR UM SUMIDOURO: deverá ser construído em alvenaria de tijolo, de pedra ou anéis de concreto, de tal maneira que permita a infiltração do esgoto líquido no terreno.

FILTRO ANAERÓBIO

1 – O QUE É UM FILTRO ANAERÓBIO: é um tanque construído em concreto (pode ser também pré-moldado de concreto ou de material plástico), contendo material filtrante no seu interior (geralmente pedra brita nº 4), com a finalidade de receber o líquido que vem da fossa séptica. Nele é realizado um segundo tratamento do esgoto.

2 – PARA QUE SERVE O FILTRO ANAERÓBIO: é indicado para ser utilizado em terrenos em que não há infiltração ou esta é muito baixa, impossibilitando o uso do sumidouro, que em solos pouco permeáveis, fica cheio com facilidade. Do ponto de vista sanitário e ambiental, o filtro reduz o risco de contaminação de lençóis subterrâneos de água, pois não existe infiltração no solo.

3 – COMO FUNCIONA O FILTRO ANAERÓBIO: consiste em um reator biológico onde o esgoto é depurado por meio de micro-organismos não aeróbios (que atuam na ausência de oxigênio), dispersos tanto no espaço vazio do filtro quanto nas superfícies do meio filtrante, suficiente para remover até 90% dos poluentes.

4 – QUAIS AS DIMENSÕES DO FILTRO ANAERÓBIO: ver modelo em que se encontram as dimensões recomendadas, de acordo com a NBR 13969/1997 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

5 – COMO CONSTRUIR UM FILTRO ANAERÓBIO: deverá ser construído em alvenaria de tijolos ou concreto, podendo ser adquirido pronto em concreto pré-moldado ou em material plástico. Deverá ser executado fundo falso com furos de 2,5 cm, bem como instalados tubos furados para coleta do efluente e encaminhamento à saída do filtro.

6 – DESINFECÇÃO: Todos os efluentes vindos do filtro anaeróbio que tenham como destino final corpos d’água superficiais ou galerias de águas pluviais, devem passar por desinfecção. Esta deve ser efetuada de forma criteriosa, compatível com a qualidade do corpo receptor e segundo as diretrizes do órgão ambiental. Pode-se utilizar a desinfecção com cloro, por gotejamento (hipoclorito de sódio) ou por pastilha (hipoclorito de cálcio). O lançamento do efluente tratado nas galerias de águas pluviais deve ser autorizado pelo órgão local competente.

7 – LIMPEZA DO FILTRO ANAERÓBIO: deve ser limpo quando for observada a obstrução do leito filtrante, através de procedimentos especializados.